segunda-feira, 6 de outubro de 2014

RUAS SEM CÔR

RUAS SEM CÔR (Livro Inacabado)

(...)
Ainda eram apenas seis da manhã, do alvorar de um dia de inverno ainda escuro e repleto de nevoeiro, onde se podia sentir ainda, o efeito glaciar da longa madrugada. Tentei estacionar em observação, o desenrolar do biscate, mas sem sucesso. Não era fácil encontrar este ardina, que vende jornais gratuitos, no meio de nenhures. Mas eu consegui encontrá-lo e de muito entediado que estava, mal me vislumbrou, rasgou logo de imediato um enorme sorriso do tamanho do mundo, como se quisesse abanar a cauda se a tivesse.

É que, além de àquela hora ainda não se encontrar vivalma e ainda transparecer a noite escura cheia de nevoeiro, qualquer encontro ou vulto que se aproximasse, transformava-se num enorme sentimento, primeiro de medo e depois de alívio.

Era como o nascer de um inferno assustador acompanhado da visão do paraíso celeste. Com a minha nova maneira de ser e forma de estar neste momento no mundo, quase dei com ele por mera cabeçada. Olho apenas para o chão com vergonha dos Homens e olho o Céu, tentando ver no meio do imenso azul, qualquer sinal de que a esperança estará prestes a chegar e a certeza de que fé continuará lá no alto.

Este masculino vendedor de barba mal semeada, de aspeto solitário, mas solidário para quem quer que fosse que passasse perto da sua áurea, pequena propriedade repleta dos ditos matutinos, sem tropeçar nos fios de embrulho que se enrolavam pelo chão, como que serpenteassem a proteção do seu espaço, este pseudo-ardina, vil projeto de aspirante a profissional da distribuição cultural, este amigo dentro do desconhecido lugar em que se encontrava, procurava ver mais além dos seus óculos, como quem tenta encontrar terra à vista no meio de um deserto aguado...


Um simples cliente, um simples ser humano, implorava… Ele olhava para todos os lados, como um reles cachorro à procura do dono, tentando vislumbrar com os seus binóculos vidrados, mais alguém a menos de meio-metro, que lhe aparecesse á frente para entregar com ternura e dança, mais um exemplar do seu literário matutino.

Enrolei o meu sobretudo à volta do pescoço e enterrei o carapuço até às sobrancelhas, mas sem querer ser horroroso ou mutante, aproximei-me devagar do ardina e saquei mais depressa… Estendi a mão, antes da sua oportunidade de me oferecer o jornal… Não foi capaz de dizer nada, entregou o jornal e tudo me pareceu uma boa lide, uma boa puxada de capa. Ele ficou a olhar o "touro" a afastar-se enquanto eu movimentava em rodopio, uma boa malga de nevoeiro que fazia espiral, até desaparecer... 

Teria coragem de passar novamente? Queria fazer feliz o dador de alegrias, o simpático espetador de teatralidades… Aí vou eu, de passo curto, com a capa no braço e o barrete no bolso, com peito aberto à temperatura invernal, mas por uma boa causa…

- Olá bom dia! Então que trás aí hoje?

Esticou o braço e comentou a frase decorada:


- É pra dar…
(...)

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Sítios Diferentes, Locais Iguais (18/05/2009)


Depois de alguns problemas circunstanciais da vida burlesca de qualquer ser vivo humano, mesmo que neste momento (in) resolvidos na sua totalidade, terei agora mais disposição para retomar, as minhas linguarices e opiniões formadas além do cinema mental que se consegue criar no vosso pensamento.

Mudei algumas coisas na minha vida, hábitos novos, mudanças radicais e espero que outras pessoas mudem também.
Há já quem mude… Vêm de propósito de muito longe para fazer umas caminhadas por estas bandas, eu sei que sim, mas às vezes, a nossa ideia, nunca está no mesmo sentido reflectivo das outras pessoas e os caminhos acabam por não ser os mesmos. Com estas palavrinhas vos tento demonstrar o quanto consigo transformar um Domingo de sonhos com anjos, num Domingo atlético.

Descobri que entre o Paredão da Costa e O Parque da Paz, muita coisa se mistura. Uma bela mistura fina, é o que é. A farinha mantém-se, a colher de pau também e as voltas em círculo com algum esforço, são as mesmas.
A única coisa que muda é o recipiente onde se quer preparar este mistela.

É mesmo do Parque da Paz que vos quero falar, em pleno Centro Sul, em Almada, onde até aí se pode deixar o carro e dar uma vista de olhos em cada volta que se cronometra. A única coisa que muda é mesmo o caminho por onde se anda.
Se no Inverno o Paredão da Costa da Caparica, é excelente para umas corridas ao sabor da rigorosa intempérie de verão (nos últimos anos não deixei de lá ir um fim-de-semana por causa da chuva… já não se ‘faz’ chuva como antigamente…), no Verão, a alternativa, é bem melhor, uma vez que já não tenho de andar a fazer rally por entre os transeuntes. É mesmo assim!

Todos conhecemos o Parque da Paz, com imensa gente, com jogos de futebol, com passeios familiares numerosos, muitas bicicletas, etc. mas isso é no Domingo à tarde… De manhãzinha, é uma palavra que vos quero apresentar, sem vos assustar e sem vos fazer a reacção nervosa stressada ‘nem pensar’, que surge por ímpeto à nascença da conversa. A manhãzinha para mim, passa pelas 9:30H – 10:00H e é bastante razoável.
Não é que já lá não esteja mais cedo, porque até muitas vezes às 08:30 – 09:00H, já por lá sarando, mas como vos disse não vos queria assustar e isto porquê?
Porque qualquer que seja a hora da manhã, anda-se por lá muito bem, cada qual tem o seu espaço, cada qual escolhe o seu circuito, cada qual escolhe o sentido da sua caminhada (enquanto uns andam pelos ponteiros do relógio os outros sem relógio andam ao contrário). Existem por ali vários tipos de circuitos, maiores, mais pequenos, mais curtos, para todos os gostos e ninguém atrapalha ninguém, até mesmo o sol e o calor não nos importunam, porque há caminhos completamente à sombra.

Eu levo o meu chapelito e os meus óculos escuros, porque passo ali umas 2 horas nas minhas caminhadas. Há também quem corra (mas esses vejo-os por pouco tempo), há quem ande de bicicleta e quem joga à bola ou ginástica o esqueleto, mas sem perturbações. Eles e elas aparecem de todas as idades, sozinhos, acompanhados, mas o mais importante é ir para ali com espírito físico e deixando os problemas no estacionamento.

A vista sempre com muita amplitude, é do melhor que se tem imaginado por aí, desde o florir de várias cores, os lagos, os patinhos e as árvores algumas exóticas e outras não, mas classificadas junto da sua espécie, o que torna este momento muito tenro com carácter cultural.

Uma chamada de atenção, à Câmara Municipal que deveria rever os trilhos, simples caminhos de terra batida, que as pessoas escolheram e que nenhum Arquitecto os poderia ter pensado, sem por ali ter corrido também ou feito uma caminhada. Já no Parque Urbano em Almada, tem também um trilho feito sobre a relva, que já é um caminho de terra batida por cima da relva, de quem vem da Praça da Liberdade, desce as escadas junto ao Fórum e segue em frente. Ninguém está para dar a volta enorme que obrigam a percorrer.

Ali, no Parque da Paz, são numerosos os caminhos pisados, que deveriam ser alcatroados como os restantes. Mas também os que estão alcatroados, deveriam ser limpos. Os funcionários que por lá andam de vez em quando, não terão oportunidade de tratar da casa onde passam grande parte do tempo, para melhorar o aspecto daqueles que se querem sentir bem num espaço onde a Câmara apostou grandiosamente?

Que tal, fazer-se qualquer coisinha durante a semana? Hoje estou muito crítico, porque quando vemos coisas no ‘estrangeiro’ que nos agradam muito, tentamos trazer para a nossa terra (no meu caso é apenas a minha segunda terra), todo o conforto que por lá longe encontramos.

E passo a enumerar: Aqui há tempos, levando o meu filho de 10 anos a passear durante um fim de semana, não tendo muitas ideias para o pôr feliz, lembrei-me de um parque que já tinha ouvido falar muito dele, mas que nunca lá tinha ido, por achar que era diminuto, sem graça e com muita gente.

A minha opinião desvaneceu-se completamente, quando saí de lá.
Mas completamente ao contrário da minha expectativa inicial. Não estava mesmo à espera de encontrar o que vi.
O único senão, foi a tentativa de chegada, porque para um ‘camone’, é muito difícil dar com o caminho para a porta, uma vez que as acessibilidades, não estão indicadas da melhor forma. Andei por meio de ruas, prédios antigos de 3º andar e lá consegui chegar, tendo entrado pelo lado Sul, pelos vistos, o mais difícil. Estou a falar sem exageros, completamente como é completamente o meu apanágio, do belo do Parque da Cidade no Barreiro.

É este ‘estrangeiro de fora’ que vos falo. É um parque bem construído, mas com algumas falhas em termos de bancos e sombras, mas de resto passa-se ali um bom bocado com os miúdos, mesmo os mais pequenos
. Mas, sendo assim, o que tem isto de diferente? Apenas estou a falar dos atléticos espíritos de quem quer dar cultura ao físico e que se põe logo do lado crítico, se pensar ir para ali dar umas caminhadas. Então o que vi? Uma coisa que por aqui por estas zonas de Almada, apenas conheço um, mas que fica um tanto ou quanto inacessível: O Alfeite. O Alfeite, tem um excelente circuito de manutenção, pelo meio da floresta (chamo-lhe assim, porque é muito raro ver alguma maior nos arredores).

O Parque da Cidade no Barreiro, tem vários circuitos de manutenção, com aparelhos e os vários circuitos estão classificados por cores, que permite que as pessoas façam o circuito completo que mais lhe agradar. O Parque da Paz, tem dois troncos próximos para abdominais e alguns bancos de jardim para outras malabarices, que não seja propriamente sentar.

Existem vários circuitos explicados em vários placards nas entradas do Parque, com as respectivas distâncias, mas de tão complicada leitura, que teria de retirar um dos placards e seguir o meu caminho com ele às costas para o consultar de vez em quando e não me enganar no caminho, se não tiver um GPS à mão.

É muito fácil esta consulta, para quem fez o parque e para quem o conhece como a palma da mão, mas se virar a mão para as costas, já está um bocado às aranha e já tem de voltar atrás para ver que naquele cruzamento tem de virar à direita e não à esquerda, senão, anda mais 50 metros do que aquilo que estava estipulado a fazer e logo, emagrece mais 2 gramas e aí vai ter de comer um bom de um pastel de nata para recuperar.

Por falar em pastel de nata… seria bem melhor falar de pastéis de nata do que estar aqui a falar de passos à frente e passos atrás. Alguém que nos informe de mais parques com circuitos de manutenção, que a gente gosta… (sei de um em Nisa, junto às antigas termas)

Bem, acho que os recados estão dados e para a próxima, espero que esteja mais pacífico e não tão refilão, como hoje.

Espero que tenham uma boa semana e façam qualquer coisa…

Não vos quero mandar para o ginásio, mas façam uns abdominais sentados na cama e umas flexões apoiados na bancada da cozinha…

Custa muito pouco e fazem muito bem.

Abraços e carinhos.

Ano Novo, Vida Sem Novidades (26/01/2009)

Este fim de semana foi mais um daqueles de tirar o sono, ou seja, de levantar da cama com a mente cheia de energia e sem ter saudades da posição horizontal.
De partida para a maratona merecida e que o corpo já reclamava desde o Natal.
Ahhhh, esqueci-me de revelar. Pois, sou mais um daqueles em que cresceu em peso mais 4 kilos desde essa data santa que faz milagres ao corpo.

Há quem dissesse muito menos, eu digo que pareço mesmo é um hipopótamo.
Agora vais ser muito mais difícil voltar atrás, porque para voltar a ser quem era, muito sofrimento vou ter que aguentar.
Não é difícil, mas como não faço disto a minha profissão, lá chegarei quando calhar.
As vistas do paredão estão a mudar. Não me refiro às ‘vistas’ a que nos habitua o verão, mas as obras que vão acontecendo por ali a ritmo lento, porque as outras, o tempo de agreste que ainda está, não deixa as moças saírem de vale de lençóis.
Mas se deixarmos de ver as obras durante umas semanas, a diferença é por demais evidente. O mais penoso para mim, foi deixar de ver as barraquitas que os pescadores por ali aglomeravam, como se de uma pequena aldeia se tratasse, mesmo em frente à ‘bola Nívea’.
Ainda não houve substituição para o espaço, apenas existe o vazio, uma falta de movimento, nem que sejam apenas alguns homens de barba rija, hirtos e firmes a olhar o infinito, como se estivessem e conseguissem admirar os peixes nos seus passeios matinais e estudassem a sua forma de vida para uma captura inteligente, com norma e ética, como se estivessem a formar a táctica de ataque.
As várias formações de amigos do BTT, já chegaram e vereiam por entre o vento e contra ele, entusiasmando as pernas a responderem aos apelos do cérebro. Eu próprio tenho alguma dificuldade em serpentear os ventos fortes e a areia que paira pelo ar, tentando escapar com os meus órgãos respiratórios à deglutição espontânea, evitando a formação de peso dentro dos pulmões.
As gaivotas, pois essas, pairavam no ar, não precisam de bater as asas que não saem do mesmo sítio e são livres...
Na areia, prepara-se um jogo de rugby, com balizas em direcção à nascente das ondas, onde se amarram algumas cordas a metro e meio. Não deve ser boa ideia...
Mais à frente mais um jogo de futevoley ou voleyfut, jogo engraçado, organizado pelos calónicos da zona, profissionais do calão e do chute na bola e cabeçada, como se um jogo de voley se tratasse (mãos atrás das costas).
Este fim de semana, fiquei completamente de rastos, como se já não fizesse nada hà meses, custou um bocado, mas compensa o esforço pela imagem que o espelho e a balança em conjunto nos transmite.
É que a minha balança quando não faço nada, diz-me em tom bem claro “pese-se um, de cada vez”.
Então, fico frustrado, vou para o meu ginásio e faço guerra ao meu corpo e normalmente gosto daquilo que vejo, ao fim de um mês de trabalhos forçados.
Ele é bicicleta, é passadeira, é corda de saltar, é banco de abdominais, é pesos, é saco de areia, é barra de torção, e outros afins específicos de manutenção e artes marciais, que são o meu sustento em dias de chuva ou de intempéries rasgadas.
Ahh, pois é, como diz uma amiga querida, eu não brinco em serviço, mesmo sem personal trainer, gosto de cultivar a ginástica de manutenção e até hoje, problemas de ossos, ou outros órgãos internos ou externos, não têm passado pela meu esqueleto, felizmente e graças a Deus também.
Também não quero dizer que isso é regra ou milagre, mas que ajuda a manter uma vida saudável e sem problemas, acredito! Mas acredito mesmo, senão, não estava aqui a escrever na tentativa de elucidar alguém, de que isto é mesmo verdade.
Não é eu apanágio tentar convencer ninguém, só se deixa convencer quem acredita e para acreditar, tem que se lhe vestir a pele.
E digo mais, se parar por uns tempos, o esqueleto não aguenta a gordura e aí vêm as dores de costas, as noites mal dormidas, as más disposições, o mau feitio, etc.
É que depois de uns dias de boa manutenção, a disposição é completamente outra, há algo de mágico que nos transporta para a felicidade de estarmos bem com o corpo e com a alma.
Hoje alonguei-me com a conversa, mas sabe sempre bem podermos conhecer a experiência positiva de outras andanças.
Novidades? Não há, quanto à areia, era o que se esperava...
Boas flexões de braços e bons dias de sol para vos pôr um sorriso nessa atitude.

Dia Útil ou Inútil (13/11/2008)


De entre vários dias da semana, a percorrer o paredão, realmente o dia mais fértil para os 3 contentores de serviço, para já, é o Domingo, sem dúvida. O negócio prospera em qualquer dia da semana, porque hà sempre clientes, mas o Domingo é dia de festa no paredão. Até o Sábado, é ameno, como os outros dias, mas mesmo assim o Sàbado, tem muitos concorrentes e poder-se-ía dizer, que se poderia fazer várias competições com várias categorias.


O dia útil, não haja dúvida, é dia santo, é dia calmo, é dia das gaivotas se postrarem na areia, voltadas com o seu peito branco para o sol... ninguém as incomoda, qual crise, qual ovos no ar, qual Elisabeth II.


Os mais idosos, fazem as suas caminhadas, a sua fisioterapia gratuita... Encontrei por estes dias, um grupo de camones, de avançada idade, que caminhava ao longo do paredão, com o seu dialecto característico Açoreano. E lá dizia um, de um dos grupos da frente: "Ela só mete conversa, e cada vez que abre a boca pára e quando pára, param todas. Assim nunca mais vemos a hora de almoço". 

É a vida dura de quem tem de ter muita paciência... A areia ainda está no seu sítio, mas toda a gente espera as marés-vivas de Inverno, para se rirem. As conversas dão sempre neste tema, por quem se chega às pedras, que vaticina este futurismo. 

Tentei contar as ondas, os grãs de areia, as pedras do paredão, mas só consegui dar atenção às lagartas das máquinas que estão a estragar o alcatrão e a parte de cima branca dos contentores, construída com material de fraca qualidade. 

Dou muita importância aos pequenos pormenores, mas às vezes escapa-me qualquer coisa... como deixar de pensar... será que os contentores manterão a mesma imagem até ao Verão???? 

Não me parece! Fiquem bem

Mais um Domingo Delirante (26/10/2008)

26/10/2008

Depois do anúncio de que as actividades da alimentação artificial das praias (palavreado técnico-filosófico)tinham chegado ao fim, apesar de toda a manhã continuarem as máquinas a laborar, muitos foram os curiosos que não ligaram à mudança da hora e compareceram no paredão para verificarem as mudanças.

Acho que desta vez é que vai ser, vou pedir à nossa Excelentíssima Presidente, que mande colocar um corredor exclusivo para desportistas, para que possamos ter um via com prioridade. 

LIGHTNING BOLT PRO JUNIOR 2008, era o nome da prova de Surf, que decorreu este fim-de-semana, também na Costa, entremeando com alguns tubos ferrugentos, operadores de câmara, muita gente a mostrar toda a silhueta dentro de fatinhos ultra-borrachosos, e muitas ondas e muito sol.

Alguns amigos, porque os outros, aqueles que a gente sabe que estão longe, sente a falta deles, e os outros, que ficaram com a desculpa de mais uma hora, permaneceram a manhã toda debaixo de sono. 

As pessoas que passeiam, de todas as idades, respeitam mútuamente os desportistas e os carrinhos malandros que de vez em quando ali aparecem e os ciclistas que enfrentam o radicalismo da gincana. 

São passeios à beira-mar, clássicos, desportistas, em família, solitários (alguns mirones sabe-se lá à procura de quê) e muitos cãezinhos uns com trela e outros nem por isso. Não convém esquecer o sempre presente artista da bola, que perante a curiosidade de outro idoso que lhe tentava tirar uma cópia com o telemóvel, parou com as acrobacias (raríssimo!) e mostrou ao dito senhor, que tinha qualquer coisa dentro dos calções. 

Enfim... peripécias de quem anda para lá e para cá e que ainda tem alguma pachorra para registar.. Fiquem bem até à próxima!)

Aurora de Domingo - (17/10/2008)

Hoje é Domingo.

Antes das 09:00H, é apenas o som das gaivotas que o vento carrega. 

O mar está flat, mas hoje era o último dia do Campeonato Mundial de Surf, não estava a correr bem. 

As obras também dificultam a vista, os bares-contentores com café a 1 euro, também não ajudam ao enquadramento. 

Encontrei vários amigos pela manhã fora. Mas perto das 10:30H os domingueiros já eram mais que muitos e a chincana pelo meio deles começava. 

Os ciclistas aparecem para desafiar o transeunte e um que apareceu nas minhas costas ía saltando do selim, quando resolvi estender os braços prá ginástica habitual.... foi por pouco. 

Enquanto há alcatrão, o pessoal diverte-se de um lado para o outro. 

Não tenho a certeza da distância, mas a andar bem, levo 20 minutos de uma ponta a outra. É muito melhor o exercício neste local do que numa pista de atletismo, as vistas são outras... 

Dá para pensar e repensar em tudo, dá para não pensar em nada, dá para olhar para o mar com respeito por nós próprios.

 Dá para ver além daquilo que observamos, quase tropeço nos amigos, que dizem, quando perderes 10 kgs, pára.... é bom ter amigos... não fiquem a dormir...

sábado, 31 de janeiro de 2009

O tempo mudou, a vida virou

Foi fantástico!!!!
Como a vida de uma pessoa vira do avesso... para melhor!
E o tempo agreste, que me perseguia desde hà semanas sem réstia de sol, com chuva, vento e frio... uma noite tenebrosa, um terror...
De repente, na manhã seguinte, saem uns calorosos e lindos raios de sol, como se tratasse da primavera a chegar, do amor atento à vida a brotar de alegria, a paixão pelas ideias a começarem a realizar os seus sonhos...
Pois, pensavas que a atitude não vinha... Chegou e veio para ficar.
Parabéns! Conseguiste... eu também consegui! Conseguimo-nos... será?
É fantástico!!!