Depois de alguns problemas circunstanciais da vida burlesca de qualquer ser vivo humano, mesmo que neste momento (in) resolvidos na sua totalidade, terei agora mais disposição para retomar, as minhas linguarices e opiniões formadas além do cinema mental que se consegue criar no vosso pensamento.
Mudei algumas coisas na minha vida, hábitos novos, mudanças radicais e espero que outras pessoas mudem também.
Há já quem mude… Vêm de propósito de muito longe para fazer umas caminhadas por estas bandas, eu sei que sim, mas às vezes, a nossa ideia, nunca está no mesmo sentido reflectivo das outras pessoas e os caminhos acabam por não ser os mesmos. Com estas palavrinhas vos tento demonstrar o quanto consigo transformar um Domingo de sonhos com anjos, num Domingo atlético.
Descobri que entre o Paredão da Costa e O Parque da Paz, muita coisa se mistura. Uma bela mistura fina, é o que é. A farinha mantém-se, a colher de pau também e as voltas em círculo com algum esforço, são as mesmas.
A única coisa que muda é o recipiente onde se quer preparar este mistela.
É mesmo do Parque da Paz que vos quero falar, em pleno Centro Sul, em Almada, onde até aí se pode deixar o carro e dar uma vista de olhos em cada volta que se cronometra. A única coisa que muda é mesmo o caminho por onde se anda.
Se no Inverno o Paredão da Costa da Caparica, é excelente para umas corridas ao sabor da rigorosa intempérie de verão (nos últimos anos não deixei de lá ir um fim-de-semana por causa da chuva… já não se ‘faz’ chuva como antigamente…), no Verão, a alternativa, é bem melhor, uma vez que já não tenho de andar a fazer rally por entre os transeuntes. É mesmo assim!
Todos conhecemos o Parque da Paz, com imensa gente, com jogos de futebol, com passeios familiares numerosos, muitas bicicletas, etc. mas isso é no Domingo à tarde… De manhãzinha, é uma palavra que vos quero apresentar, sem vos assustar e sem vos fazer a reacção nervosa stressada ‘nem pensar’, que surge por ímpeto à nascença da conversa. A manhãzinha para mim, passa pelas 9:30H – 10:00H e é bastante razoável.
Não é que já lá não esteja mais cedo, porque até muitas vezes às 08:30 – 09:00H, já por lá sarando, mas como vos disse não vos queria assustar e isto porquê?
Porque qualquer que seja a hora da manhã, anda-se por lá muito bem, cada qual tem o seu espaço, cada qual escolhe o seu circuito, cada qual escolhe o sentido da sua caminhada (enquanto uns andam pelos ponteiros do relógio os outros sem relógio andam ao contrário). Existem por ali vários tipos de circuitos, maiores, mais pequenos, mais curtos, para todos os gostos e ninguém atrapalha ninguém, até mesmo o sol e o calor não nos importunam, porque há caminhos completamente à sombra.
Eu levo o meu chapelito e os meus óculos escuros, porque passo ali umas 2 horas nas minhas caminhadas. Há também quem corra (mas esses vejo-os por pouco tempo), há quem ande de bicicleta e quem joga à bola ou ginástica o esqueleto, mas sem perturbações. Eles e elas aparecem de todas as idades, sozinhos, acompanhados, mas o mais importante é ir para ali com espírito físico e deixando os problemas no estacionamento.
A vista sempre com muita amplitude, é do melhor que se tem imaginado por aí, desde o florir de várias cores, os lagos, os patinhos e as árvores algumas exóticas e outras não, mas classificadas junto da sua espécie, o que torna este momento muito tenro com carácter cultural.
Uma chamada de atenção, à Câmara Municipal que deveria rever os trilhos, simples caminhos de terra batida, que as pessoas escolheram e que nenhum Arquitecto os poderia ter pensado, sem por ali ter corrido também ou feito uma caminhada. Já no Parque Urbano em Almada, tem também um trilho feito sobre a relva, que já é um caminho de terra batida por cima da relva, de quem vem da Praça da Liberdade, desce as escadas junto ao Fórum e segue em frente. Ninguém está para dar a volta enorme que obrigam a percorrer.
Ali, no Parque da Paz, são numerosos os caminhos pisados, que deveriam ser alcatroados como os restantes. Mas também os que estão alcatroados, deveriam ser limpos. Os funcionários que por lá andam de vez em quando, não terão oportunidade de tratar da casa onde passam grande parte do tempo, para melhorar o aspecto daqueles que se querem sentir bem num espaço onde a Câmara apostou grandiosamente?
Que tal, fazer-se qualquer coisinha durante a semana? Hoje estou muito crítico, porque quando vemos coisas no ‘estrangeiro’ que nos agradam muito, tentamos trazer para a nossa terra (no meu caso é apenas a minha segunda terra), todo o conforto que por lá longe encontramos.
E passo a enumerar: Aqui há tempos, levando o meu filho de 10 anos a passear durante um fim de semana, não tendo muitas ideias para o pôr feliz, lembrei-me de um parque que já tinha ouvido falar muito dele, mas que nunca lá tinha ido, por achar que era diminuto, sem graça e com muita gente.
A minha opinião desvaneceu-se completamente, quando saí de lá.
Mas completamente ao contrário da minha expectativa inicial. Não estava mesmo à espera de encontrar o que vi.
O único senão, foi a tentativa de chegada, porque para um ‘camone’, é muito difícil dar com o caminho para a porta, uma vez que as acessibilidades, não estão indicadas da melhor forma. Andei por meio de ruas, prédios antigos de 3º andar e lá consegui chegar, tendo entrado pelo lado Sul, pelos vistos, o mais difícil. Estou a falar sem exageros, completamente como é completamente o meu apanágio, do belo do Parque da Cidade no Barreiro.
É este ‘estrangeiro de fora’ que vos falo. É um parque bem construído, mas com algumas falhas em termos de bancos e sombras, mas de resto passa-se ali um bom bocado com os miúdos, mesmo os mais pequenos
. Mas, sendo assim, o que tem isto de diferente? Apenas estou a falar dos atléticos espíritos de quem quer dar cultura ao físico e que se põe logo do lado crítico, se pensar ir para ali dar umas caminhadas. Então o que vi? Uma coisa que por aqui por estas zonas de Almada, apenas conheço um, mas que fica um tanto ou quanto inacessível: O Alfeite. O Alfeite, tem um excelente circuito de manutenção, pelo meio da floresta (chamo-lhe assim, porque é muito raro ver alguma maior nos arredores).
O Parque da Cidade no Barreiro, tem vários circuitos de manutenção, com aparelhos e os vários circuitos estão classificados por cores, que permite que as pessoas façam o circuito completo que mais lhe agradar. O Parque da Paz, tem dois troncos próximos para abdominais e alguns bancos de jardim para outras malabarices, que não seja propriamente sentar.
Existem vários circuitos explicados em vários placards nas entradas do Parque, com as respectivas distâncias, mas de tão complicada leitura, que teria de retirar um dos placards e seguir o meu caminho com ele às costas para o consultar de vez em quando e não me enganar no caminho, se não tiver um GPS à mão.
É muito fácil esta consulta, para quem fez o parque e para quem o conhece como a palma da mão, mas se virar a mão para as costas, já está um bocado às aranha e já tem de voltar atrás para ver que naquele cruzamento tem de virar à direita e não à esquerda, senão, anda mais 50 metros do que aquilo que estava estipulado a fazer e logo, emagrece mais 2 gramas e aí vai ter de comer um bom de um pastel de nata para recuperar.
Por falar em pastel de nata… seria bem melhor falar de pastéis de nata do que estar aqui a falar de passos à frente e passos atrás. Alguém que nos informe de mais parques com circuitos de manutenção, que a gente gosta… (sei de um em Nisa, junto às antigas termas)
Bem, acho que os recados estão dados e para a próxima, espero que esteja mais pacífico e não tão refilão, como hoje.
Espero que tenham uma boa semana e façam qualquer coisa…
Não vos quero mandar para o ginásio, mas façam uns abdominais sentados na cama e umas flexões apoiados na bancada da cozinha…
Custa muito pouco e fazem muito bem.
Abraços e carinhos.